Que fique bem claro que quando me refiro "aquela época" não faço apologia a uma época perfeita - tenho essa tendência. É que olhando assim de longe (hoje), costumo me recordar apenas de certas coisas específicas (boas), e acabo esquecendo de outras que tenho hoje e que fazem toda diferença. Complicado entender, mas pretendo ir contando aos poucos o porquê de cada coisa. O problema é que quando se é mais novo tudo é muito intenso. Queria eu contar todo livro aqui, cuspindo em uma ou duas páginas e acabar logo com isso, passar para outra história, mas não posso. Já não sou tão jovem assim e entendo que preciso lidar com essa situação o quanto antes. Não adianta passar por cima, fingir que nada aconteceu. Não há modo mais curto. A dor deve ser sentida! As alternativas são piores. Contudo, essa dor é acompanhada de esperanças. Existindo dor, há esperanças. E é onde você se encontra, às vezes, em algum lugar entre agonia, otimismo e orações. Então você é humano. Você está vivo! E isso tem que bastar.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
O começo...
Hoje me veio a mente um fato especial ocorrido a mais ou menos 4 anos atrás. Engraçado que apesar de todo esse tempo, consegui lembrar de tudo, tudo daquela noite. Não quero dizer tudo, exatamente, mas tudo que senti. Espera-se agora que eu descreva sobre isso, mas não dá. Não consigo. Já não escrevo tão bem, e naquela época era tudo tão confuso. O que sentia era forte, e ao mesmo tempo sem rumo. Mesmo sabendo onde queria chegar, acabava muitas vezes andando na direção oposta ( mas sim, isso acontece também hoje). Mas não quero falar no hoje. Aquela época era tão mais interessante. Tenho certeza de que se fosse para contar alguma história para meus netos seria daquele tempo! - mas quando eles tiverem mais de 18 , claro.
Não pretendo fugir do assunto, mas já peço desculpas pois às vezes minhas lembranças doem, e ao invés de admitir, fico divagando entre pensamentos soltos que me levam em outra direção. Vim aqui hoje para tentar - sei que em vão - contar uma história. Não é sobre amor ou paixão, deixo isso para os romancistas de plantão. O que vou escrever aqui, ainda não tem nome...
domingo, 20 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Desencanto
Mulheres areias de pó enlatado,
que procuram arduamente
o príncipe encantado:
não há areia no deserto suficiente
para fazer tal miragem inconsciente
acontecer na realidade.
[Modernize seu conto de fadas]
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Imiscível
Aquoso!
- o líquido pseudo -
rigidez aparente
de fácil dissolução.
misturo, misturo,
separo.
cansado
confesso:
sou um.
[e isso tem que bastar]
terça-feira, 20 de março de 2012
Religiosamente
Agora sou o cético!
o místico, o confuso,
(e mais o que já era..)
desci das escadas do altar,
- apaguei as velas -
e agora pra me fazer crer
no que já cri (ou me fizeram)
é preciso uma nova mentira,
(de vida ou de trevas)
que seja mais bem contada
que a história da história
que hoje por ai se prega.
religião não se vende,
nem precisa de propaganda.
[pois fé não se compra]
domingo, 11 de março de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Amor é um mercado negro onde cada um é o vendedor de si, e acaba se vendendo a um preço tão barato que nos faz pensar: quando e onde aprendemos a nos prostituir? Dúvida intrínseca, e essencial. Só conseguimos entender um pouco nossos atos a partir do momento que começamos a nos perguntar certas coisas que nunca pensamos ou imaginamos influir tanto em nossas vidas. Não tente se esquivar nesse momento. Falo com todos! Olhar para dentro de si às vezes requer muita coragem, não se sabe ao certo o que vai se achar, o que achar, caso achar. Auto-questionamentos levam necessidade. Como satisfazer essa necessidade? Bom, essa é a parte difícil da história.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Até.
não escrevo mais como antes
desculpe, não sou mais assim
eis que chegou roda viva
e carregou minha juventude
pra lá longe de mim.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Cuidado
pra quem acha que sabe,
que conhece e interpreta um olhar,
saiba que brincas com fogo!
(não se faça de bobo)
você pode se queimar.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Humordernismo
No modernismo não tem rima,
nem todos is têm seus pingos,
ponto final é facultativo
e os hifens enfiam-se no onde-quiser.
na minha história, aqui,
Peri comeu Ceci,
e não ligou no dia seguinte.
Cidade selva
É na rua que todos se olham
e se desejam
feito frango de padaria
que gira e gira
e acaba sendo comido
pelo mesmo tipo de gente
de sempre,
de sempre,
quando se é bicho.
[tem gente por ai que é comida]
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Vidamar - O castelinho de areia
Melina, menina
que brinca e encanta
chorou um oceano
uma lição para a vida.
Castelinho que se constrói em praia
dura só meia maré.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Oração da sobriedade sentimental
Você e seu tipo
são como alcoolismo pra mim.
Agradeço todos os dias,
por mais um dia,
longe dos prazeres fugazes
que me matam e me destroem
a cada pequena dose que tomo
de um pouco de você.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Quase todas minhas palavras aqui serão tristes
Disseram que escrevo triste
que não deveria ser assim,
mas as palavras são o caminho
das coisas que quero dar fim.
Felicidade não se escreve,
se vive.
Quero agora um amor sutil. Que padeça de emoções doces e um sorriso girassol. Algo puro, inocente, que pelo menos disfarce um pouco da minha imundice sentimental. Seriam abraços apertados, perfumes delicados, olhares de lado e uma música ao fundo pedindo paixão. Mãos geladas, coração apertado, vontade de não saber o que se sente, mas se sabe. Não se engana o não querer. Respiração acelera, o assunto se reduz a meias palavras ditas por lábios que se movem com sincronia hipnótica, sedutora (olhos estáticos, então). Ai tudo pára...e alguns segundos permanecem por mais tempo do que realmente são.
Depois disso, nada de entre-lençóis, nem mesmo filme, apenas um desenho que estiver passar na tv e brigadeiro de panela.
[ E assim meu mundo ficaria completo ]by Caixinha de desejos Universais dos sonhadores inconstantes
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Love poem
I'm getting high
I'm getting dry
I feel sick
and I want to cry.
I'm a little tired
I must confess
I got no voice
I'm speechless
but I''ll keep searching for you
till the day I die.
[we should never give up on love]
domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Ao passado
Tenho vivido tanto,
com tanta pressa,
que coisas de ontem
já fazem anos.
Os mesmos lugares
já não são os mesmos,
e nem eu mesmo sei
onde gostaria de estar.
Palavras não ditas,
amores pungentes,
orações perdidas,
paixões foguetes,
muita vodka barata
e um sorriso nos dentes,
são hoje fotos em sépia
que coloco no mural.
Queria que a vida tivesse "replay".
[Às vezes é bom viver um pouco de passado.]
terça-feira, 15 de novembro de 2011
O palhaço
Malabarista de palavras:
ele te engana.
Gargalhada é sua arma,
te assalta um sorriso
e quando menos percebe
sua raiva do mundo já passou.
[eu tenho medo dos palhaços]
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Todo vazio deve ser sentido
Para aqueles que não sabem,
nem sempre tentar preencher,
faz o vazio passar.
Todo vazio deve ser sentido.
[ ]
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Peco agora por não me satisfazer ao máximo. Por estar onde queria estar, fazer o que gostaria de fazer, e mesmo assim não me sentir completo. A maior culpa está no fato de nem ao menos saber o que falta, onde falta ou em quem falta. A propósito, a busca no outro por aquilo que supostamente a mim pertenceria é insano, mas reservo minha cota anual de objetivos não lúcidos permitidos no catálogo. Por isso que bebo, por isso machuco, e rezo todos os dias para não me perder de vez.
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